Terça-feira, Abril 28, 2009
Quarta-feira, Abril 15, 2009
Gosto do gosto.*
Uma vez eu li que se a gente deixa ou melhor, se a gente guarda algum sentimento dentro da gente ele pode se misturar, ele pode se perder, ele vai lá e pode colocar a culpa em alguém. Eu aprendi(antes de ler isto) que a gente(quando sente que pode) não deve guardar tudo dentro da gente.A cordialidade dos sentimentos pode se transformar em alguma coisa que a gente não goste. Eu tenho muitos agora dentro de mim, depois de algum tempo consegui junta-los novamente e estão agora todos caminhando comigo. Eu tenho sim, um monte.
Sou mais bonita e mais leve depois deles.
Sou mais bonita e mais leve depois deles.
Quarta-feira, Abril 08, 2009
A casca.*
Eu te vi de novo e nada
De novo e nada
De novo e nada
Nada
Não tremi.
Não tremo mais.
Incompetente.
De novo e nada
De novo e nada
Nada
Não tremi.
Não tremo mais.
Incompetente.
De viver.*
Tenho o pior dos vícios.É um prazer nojento e desgastante.
Do medo de sair das ruínas e de brincar com as pedras que estão sobre as minhas pernas. Eu deitada, sob o efeito alucinógeno da vida que ofereço. Nesta imunda risada e da mentira que eu cultivo. Eu disse, é nojento. È um querer ser sem poder ser. Não busco, mas quando algo novo vem, cuspo e vomito como se não pudesse me livrar daquele vício, do vício, do vício.
Manipular as feições para estas me causarem náuseas e eu ter do que reclamar. Tenho as dores da garganta, eu tenho aquilo que não mereço ter. Além das pessoas, eu falo desse vício idiota. Dessa mania de achar. Do momento antes de levantar, em que estás meio acordada meio dormindo. É neste momento, exatamente neste momento em que tudo se torna real e possível. Somente ali. Meu corpo perfurado fica ali, abraçado com as sobras, com as flores mortas, com aquilo que eu chamo de vício. Esta merda de vício.
Do medo de sair das ruínas e de brincar com as pedras que estão sobre as minhas pernas. Eu deitada, sob o efeito alucinógeno da vida que ofereço. Nesta imunda risada e da mentira que eu cultivo. Eu disse, é nojento. È um querer ser sem poder ser. Não busco, mas quando algo novo vem, cuspo e vomito como se não pudesse me livrar daquele vício, do vício, do vício.
Manipular as feições para estas me causarem náuseas e eu ter do que reclamar. Tenho as dores da garganta, eu tenho aquilo que não mereço ter. Além das pessoas, eu falo desse vício idiota. Dessa mania de achar. Do momento antes de levantar, em que estás meio acordada meio dormindo. É neste momento, exatamente neste momento em que tudo se torna real e possível. Somente ali. Meu corpo perfurado fica ali, abraçado com as sobras, com as flores mortas, com aquilo que eu chamo de vício. Esta merda de vício.
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