Terça-feira, Março 24, 2009
21st century.*
No meio de alguma música que me fazia dançar ele me disse que descobriu aquilo que faria pelo resto de sua vida. Eu pensei " pelo resto da vida! eu costumo fazer planos de dois em dois anos!". A música continuava e ele foi até ela, livre, levantou o braço e deixou assim a vida vir, pelo resto da sua vida.
Gosto e gosto.*
Me fiz criança e dancei como nas minhas festas de aniversário, em que eu montava a mesa, a decoração , organizava as brincadeiras e as músicas.Desta vez eu só dancei, só movimentei meu corpo conforme aquilo que tocavam dentro de mim.
Segunda-feira, Março 09, 2009
Ela não fala mais.*
Ele a chamou para o jardim. Não que a festa havia acabado ou se mostrava desinteressante, mas a umidade o atraiu mais do que o início da nova música.
Ela, sempre tímida, decidiu não arriscar alguma frase inicial já que o convite partira dele, e de repente observar algo que ele não gostaria de ser observado no local em que ele escolheu para alguma conversa com ela ou mesmo o local para somente alguma contemplação do céu... e aí pior ainda! Se fosse esta a intenção dele, as palavras estragariam tudo.
Ela lembrou de um filme que havia assistido. Lembrou da exagerada experiência estética que ele continha e da falta da comunicação previsível e convencional que estamos acostumados. Lembrou que não se sentiu incomodada no filme pela falta de voz e nem ali, no jardim. Pensou, o que seria a verdade então? Ficou com medo dele iniciar uma longa conversa sem sentido ou mesmo alguma que mostrassem os seus sentidos, já que naquele instante, (ela diria naqueles meses), não haveria alguma palavra que a agradasse para substituir a contemplação das estrelas.
Ela não acha palavras e também não acha pessoas. Nada. Ela não acha, mas não sei se ela procura ou já procurou demais. Ele sabe o quanto ela é sensível, mas ás vezes se esquece e amarra uma corda em seu pescoço. Ela também é conhecedora da sua sensibilidade e sabe que se todos fossem como ela a vida seria impossível de ser vivida. E é por isso que ela aceita o convite, para buscar mais e menos, para retirar alguma coisa que ela não sabe o nome, ou para inserir algum novo frescor na sua inspiração do ar úmido.
Ela deveria entrar para a próxima música, já que ele elogiou seu vestido e assim seu forte caráter foi ressuscitado, pelo menos naquele instante (ela diria naqueles meses).
Ela, sempre tímida, decidiu não arriscar alguma frase inicial já que o convite partira dele, e de repente observar algo que ele não gostaria de ser observado no local em que ele escolheu para alguma conversa com ela ou mesmo o local para somente alguma contemplação do céu... e aí pior ainda! Se fosse esta a intenção dele, as palavras estragariam tudo.
Ela lembrou de um filme que havia assistido. Lembrou da exagerada experiência estética que ele continha e da falta da comunicação previsível e convencional que estamos acostumados. Lembrou que não se sentiu incomodada no filme pela falta de voz e nem ali, no jardim. Pensou, o que seria a verdade então? Ficou com medo dele iniciar uma longa conversa sem sentido ou mesmo alguma que mostrassem os seus sentidos, já que naquele instante, (ela diria naqueles meses), não haveria alguma palavra que a agradasse para substituir a contemplação das estrelas.
Ela não acha palavras e também não acha pessoas. Nada. Ela não acha, mas não sei se ela procura ou já procurou demais. Ele sabe o quanto ela é sensível, mas ás vezes se esquece e amarra uma corda em seu pescoço. Ela também é conhecedora da sua sensibilidade e sabe que se todos fossem como ela a vida seria impossível de ser vivida. E é por isso que ela aceita o convite, para buscar mais e menos, para retirar alguma coisa que ela não sabe o nome, ou para inserir algum novo frescor na sua inspiração do ar úmido.
Ela deveria entrar para a próxima música, já que ele elogiou seu vestido e assim seu forte caráter foi ressuscitado, pelo menos naquele instante (ela diria naqueles meses).
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