Tem dias que o espelho engana a gente.
Aquela que estou vendo não sou eu.
Duvido.
Domingo, Novembro 30, 2008
Sem poesia.*
Ela vai casar e eu vou ser madrinha.
A gente cresceu e a gente ficou tão diferente uma da outra.
O amor é assim.Por estar tão profundo em nós, torna-se perdoável aquele que não vive dele, ou ainda não o encontrou.Não é fácil, é pra quem quer, e ainda, é pra quem sabe usar.
O amor é voz baixa.Sem dialetos, sem parênteses.
É explícito.
Eu não entendo quem guarda o que sente.
Tem coisa mais bonita do que a gente?
A gente cresceu e a gente ficou tão diferente uma da outra.
O amor é assim.Por estar tão profundo em nós, torna-se perdoável aquele que não vive dele, ou ainda não o encontrou.Não é fácil, é pra quem quer, e ainda, é pra quem sabe usar.
O amor é voz baixa.Sem dialetos, sem parênteses.
É explícito.
Eu não entendo quem guarda o que sente.
Tem coisa mais bonita do que a gente?
Quinta-feira, Novembro 27, 2008
De malas prontas.*
Faz tempo que não tenho saudades.É, saudades de alguém, de algum fato, de alguma coisa.
Tanto que nestes dias em que passei internada, lacrada com algumas letras e frases conhecidas, foram de certa forma, os melhores dias deste ano.Um dos.Ai, não sei,nunca soube dizer o que é melhor pra mim, o que é pior.Qual a melhor cor, a melhor música, a melhor roupa, não vivo de preferências.Por exemplo, tenho muitas amigas, amigas lindas, que amo.Não sei se já tive melhor amiga, não consigo classificar, cada uma é um amor diferente.Tipo os namorados, casos e afins.De repente um encontro só [ pra nunca mais] é bem melhor do que aquele que aconteceu por 3 anos.Não sei ,talvez,esta tarefa de classificar para darmos troféus ou medalhas me parace um tanto difícil.
Como os detalhes.Eu adoro os detalhes.Reparo no tamanho dos dentes, no dedão do pé, se tem covinha ou não, se ronca, o tom da risada[já disse que me apavoro com risadas altas].De repente o mais interessante não está nos detalhes, pode estar em algum horizonte que não quero enxergar.Em talvez maximizar aquilo tudo, assim, expandir o quadro.Quando eu maximizo eu respiro fundo, sabia?É como se eu me sentisse leve, mas me incomoda o fato de não saber se há sardas no ombro ou não, isso, isso me incomoda.Talvez eu me sinta melhor focada no ombro do que as costas à disposição.
Como também ficar sozinha num bar.Na espera da sua amiga que nunca chega.Você senta, pede a bebida e acende seu cigarro.De repente o telefone toca e a bebida chega. Desastre!Eu realmente não sei me comportar numa mesa de bar sozinha.Não sei onde coloco o meu copo, o cinzeiro e nem o celular.Não consigo estabelecer uma linha divisória e meus braços sentem-se livres para caminhar pela mesa toda, mas eles não podem,pois corre o risco de esbarrarem no copo, ou mesmo no cigarro que está na outra mão.E foi isto que aconteceu, quando eu vi eu estava perdida no meio de tantos objetos, e como se não bastasse chegou o cardápio para dar uma forcinha.
De qualquer forma, isto não dura para sempre.Os meus dias em que passei calada me trouxeram uma necessidade imensa de falar, e falei, e pronto.Agora quero calar novamente. E assim vai, e assim vamos, buscando aquilo que nos faça bem, assim espero.
Tanto que nestes dias em que passei internada, lacrada com algumas letras e frases conhecidas, foram de certa forma, os melhores dias deste ano.Um dos.Ai, não sei,nunca soube dizer o que é melhor pra mim, o que é pior.Qual a melhor cor, a melhor música, a melhor roupa, não vivo de preferências.Por exemplo, tenho muitas amigas, amigas lindas, que amo.Não sei se já tive melhor amiga, não consigo classificar, cada uma é um amor diferente.Tipo os namorados, casos e afins.De repente um encontro só [ pra nunca mais] é bem melhor do que aquele que aconteceu por 3 anos.Não sei ,talvez,esta tarefa de classificar para darmos troféus ou medalhas me parace um tanto difícil.
Como os detalhes.Eu adoro os detalhes.Reparo no tamanho dos dentes, no dedão do pé, se tem covinha ou não, se ronca, o tom da risada[já disse que me apavoro com risadas altas].De repente o mais interessante não está nos detalhes, pode estar em algum horizonte que não quero enxergar.Em talvez maximizar aquilo tudo, assim, expandir o quadro.Quando eu maximizo eu respiro fundo, sabia?É como se eu me sentisse leve, mas me incomoda o fato de não saber se há sardas no ombro ou não, isso, isso me incomoda.Talvez eu me sinta melhor focada no ombro do que as costas à disposição.
Como também ficar sozinha num bar.Na espera da sua amiga que nunca chega.Você senta, pede a bebida e acende seu cigarro.De repente o telefone toca e a bebida chega. Desastre!Eu realmente não sei me comportar numa mesa de bar sozinha.Não sei onde coloco o meu copo, o cinzeiro e nem o celular.Não consigo estabelecer uma linha divisória e meus braços sentem-se livres para caminhar pela mesa toda, mas eles não podem,pois corre o risco de esbarrarem no copo, ou mesmo no cigarro que está na outra mão.E foi isto que aconteceu, quando eu vi eu estava perdida no meio de tantos objetos, e como se não bastasse chegou o cardápio para dar uma forcinha.
De qualquer forma, isto não dura para sempre.Os meus dias em que passei calada me trouxeram uma necessidade imensa de falar, e falei, e pronto.Agora quero calar novamente. E assim vai, e assim vamos, buscando aquilo que nos faça bem, assim espero.
Terça-feira, Novembro 18, 2008
Taquicardia.*
Nada foi tão pesado quanto o asfalto que eu pisava
Não lembro de sentir meu peso sobre ele
Cansei de rimar, cansei de arrumar os assuntos nos seus devidos lugares.Cansei da velha mania(toda mania é velha)de organizar as falas, as mãos, as vírgulas e a respiração.Foi espontâneo, foi como se a gente já soubesse que ia ser, como se eu já me conhecesse sem fazer.Devo ser duas, e uma não fala pra outra o que vai acontecer.Eu acho que foi hoje, mas quem disse que não podia ter sido antes?Quem disse que a gente percebe só quando tem que perceber?Quem disse que a gente é aquilo que a gente pensa?Não importa, o que interessa é meu peso, é minha leveza sobre meu intocável. Penso não conseguir, mas do não pensar vem o efeito, naquilo que obtemos quando não acontece.Pensando bem, tudo temos, é só limpar bem e enxergar o outro lado.
Que mania( já disse, toda mania é velha) de ser um só.
E assim terminou a noite, enjoada da mesmice e dos carimbos que alertam a sua permissão no território novo.
Não lembro de sentir meu peso sobre ele
Cansei de rimar, cansei de arrumar os assuntos nos seus devidos lugares.Cansei da velha mania(toda mania é velha)de organizar as falas, as mãos, as vírgulas e a respiração.Foi espontâneo, foi como se a gente já soubesse que ia ser, como se eu já me conhecesse sem fazer.Devo ser duas, e uma não fala pra outra o que vai acontecer.Eu acho que foi hoje, mas quem disse que não podia ter sido antes?Quem disse que a gente percebe só quando tem que perceber?Quem disse que a gente é aquilo que a gente pensa?Não importa, o que interessa é meu peso, é minha leveza sobre meu intocável. Penso não conseguir, mas do não pensar vem o efeito, naquilo que obtemos quando não acontece.Pensando bem, tudo temos, é só limpar bem e enxergar o outro lado.
Que mania( já disse, toda mania é velha) de ser um só.
E assim terminou a noite, enjoada da mesmice e dos carimbos que alertam a sua permissão no território novo.
Sábado, Novembro 15, 2008
Desculpinha.*
Eu disse que tenho medo de você.
Não conta pra ninguém, mas é tudo mentira.
Tenho mania de mentir pra mim.
Não conta pra ninguém, mas é tudo mentira.
Tenho mania de mentir pra mim.
Manhã.*
Tenho o rosto colado no vidro, gosto de imaginar que me comprimo o quanto eu posso contra a muralha do tempo.Na esperança de que seja dado para mim um sabor do momento, antes que ele se propague para o resto do mundo.
Dois dias.*
Ela encontra todas as formas de ficar feliz.Todas.
É ter algo e não saber usar.
Ela se sente assim, incapaz. De fazer por ela, de fazer por alguém.
De um dia assim, decepcionar.
É ter algo e não saber usar.
Ela se sente assim, incapaz. De fazer por ela, de fazer por alguém.
De um dia assim, decepcionar.
Sertão.*
Eu lembro quando estávamos sentados naquele muro olhando para o mar.Éramos só os dois e alguns aditivos para nossas risadas.Éramos uma conversa sem fim, sem medo da escuridão que o fim da tarde traria.
Eu lembro de todos os instantes em que achei seu sorriso o mais bonito da praia,em que acreditava que seus pequenos olhos poderiam enxergar a grande pessoa que eu me transformaria, e nem sabia.
O muro era alto demais e meus pés voavam sobre a areia que sumiria depois do banho.Sentada, eu ficaria do seu tamanho , eu pensei, assim, quem sabe com alguma linearidade poderíamos formar algum quadro agradável para os olhos alheios.
Eu lembro que o fim da tarde chegou e não encontramos mais o muro, o mar e nem conversa alguma.Eu lembro somente do desencontro, quando meus pés finalmente voaram e você partiu, pequeno demais para ser perceptível.
Eu lembro de todos os instantes em que achei seu sorriso o mais bonito da praia,em que acreditava que seus pequenos olhos poderiam enxergar a grande pessoa que eu me transformaria, e nem sabia.
O muro era alto demais e meus pés voavam sobre a areia que sumiria depois do banho.Sentada, eu ficaria do seu tamanho , eu pensei, assim, quem sabe com alguma linearidade poderíamos formar algum quadro agradável para os olhos alheios.
Eu lembro que o fim da tarde chegou e não encontramos mais o muro, o mar e nem conversa alguma.Eu lembro somente do desencontro, quando meus pés finalmente voaram e você partiu, pequeno demais para ser perceptível.
Segunda-feira, Novembro 10, 2008
Cardápio.*
Eu queria aquela piscina pra poder me sentir, sem o peso de ser. Boiando sobre todas as informações que eu não preciso, todas as palavras ouvidas e frases lidas.
Sem repertório, buscando voz nenhuma.
Queria voar sobre mim e ver meu tamanho, entender como é a raiz do meu cabelo, ouvir minha voz de longe e torcendo para não me reconhecer.
Não quero mais nenhuma sonoridade, não quero saber a intensidade dos seus sinos hormonais, da sua fixação pelo meu sorriso.
Só lhe aceito se me der o silêncio, e não pergunte meu nome.
Sem repertório, buscando voz nenhuma.
Queria voar sobre mim e ver meu tamanho, entender como é a raiz do meu cabelo, ouvir minha voz de longe e torcendo para não me reconhecer.
Não quero mais nenhuma sonoridade, não quero saber a intensidade dos seus sinos hormonais, da sua fixação pelo meu sorriso.
Só lhe aceito se me der o silêncio, e não pergunte meu nome.
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