De tempos em tempos a gente percebe que a gente mudou.A gente pode não querer aquilo, pode não entender, pode não gostar do desconforto do travesseiro velho, mas a gente mudou. A genter percebe que lá dentro tem algo que não se conhecia e algo que a gente podia ter usado antes, mas que não usou.A gente fica com pena da gente e acredita que só os maiores conseguirão, um dia, não passar por tudo isto. E a gente passa, sem entender a causa, sem querermos as lições da vida engarrafadas e conservadas, numa prateleira temporal e finita, onde o desespero vem da contagem das centenas de estantes para serem consumidas e também quando só lhe resta uma, quando a gente percebe que gostaria das traças nos invadindo para, de alguma forma, nos sentirmos incomodados.
Mas eu não posso falar isto pra você, e para aquele lá atrás também não,ah, e este aqui sentado na terceira fileira, também não.Desculpe, eu não consigo.
De tempos em tempos a gente percebe que mudou, e eu não tenho a menor vontade de dividir isto com vocês.
Domingo, Setembro 21, 2008
Sábado, Setembro 20, 2008
Vide o verso.*
Assim não dá nem pra saber se eu ia gostar ou não.
Não gosto quando decidem por mim.
Nossa, como eu não gosto.
Não gosto quando decidem por mim.
Nossa, como eu não gosto.
Quarta-feira, Setembro 17, 2008
Acordo.*
Eu quero viver em cima de você, sem alcançar outra camada da pele.
Não quero ver além das sardas.
Quero deitar sobre suas costas e viver a superficialidade.
Não quero ver além das sardas.
Quero deitar sobre suas costas e viver a superficialidade.
Terça-feira, Setembro 16, 2008
Everybody hurts.*
Eu não consigo mais tocar em nada que eu perco, em nada que eu ganho. É como se os dias passassem assim, só porque são dias, sem a pretensão de serem mais do que..dias. As vezes acordo e esqueço do que eu já perdi e nem ligo para o que posso ganhar. Se eu ganho, não percebo que é presente e acho que é assim, sem sabor. Se eu perco posso até chorar, mas logo vem algo e perco de novo. Não vivo de alvos distantes e nem de grandes objetivos, aqueles inatingíveis, que as pessoas tem só para darem uma razão para seus dias, e que nunca chegam, em que nunca serão, só para sentirem o gosto da perda.
Eu acho o seguinte,acho que a gente nunca deveria perceber o sentimento do mundo (desculpa Drummond). Talvez nem ter sentimentos, sem cor, sem cheiro. Assim viveríamos em paz,pois não saberíamos quando perdemos e quando ganhamos.Vestiríamos nossa calça bege e lavaríamos a mão antes do jantar. E dormiríamos, só para acordar no outro dia.Sim, precisaríamos de um relógio no pulso,o tempo todo, para sabermos a hora de parar o dia para o tempo dele nos dar mais tempo.
Eu acho o seguinte,acho que a gente nunca deveria perceber o sentimento do mundo (desculpa Drummond). Talvez nem ter sentimentos, sem cor, sem cheiro. Assim viveríamos em paz,pois não saberíamos quando perdemos e quando ganhamos.Vestiríamos nossa calça bege e lavaríamos a mão antes do jantar. E dormiríamos, só para acordar no outro dia.Sim, precisaríamos de um relógio no pulso,o tempo todo, para sabermos a hora de parar o dia para o tempo dele nos dar mais tempo.
Sexta-feira, Setembro 12, 2008
Se quiser.*
Eu fiquei com vontade de escrever para entender como é sentir.Como o meu sentir anda meio desobediente e até certo ponto,generoso comigo,fico com medo de contar mentiras.
Tudo isso porque,de repente aquilo que há tempos me tornava menor, que não me deixava dormir, aquilo que eu achava que era o único sentimento do mundo, aquilo que minha razão tomou como companheira, aquilo que fazia sentido e nada mais, aquilo que me agradava, só por ter aquilo dentro de mim, se foi. Tudo isso porque, de repente, tudo acaba e sou preenchida novamente, sem o menor esforço ou crises de observação. Sem o menor querer, simplesmente foi. Como aquela música que pede para ir e nunca mais voltar.
Não posso dar às letras a responsabilidade da tradução,não há como escrever o bem que me fez a sua morte.
Tudo isso porque,de repente aquilo que há tempos me tornava menor, que não me deixava dormir, aquilo que eu achava que era o único sentimento do mundo, aquilo que minha razão tomou como companheira, aquilo que fazia sentido e nada mais, aquilo que me agradava, só por ter aquilo dentro de mim, se foi. Tudo isso porque, de repente, tudo acaba e sou preenchida novamente, sem o menor esforço ou crises de observação. Sem o menor querer, simplesmente foi. Como aquela música que pede para ir e nunca mais voltar.
Não posso dar às letras a responsabilidade da tradução,não há como escrever o bem que me fez a sua morte.
Quarta-feira, Setembro 10, 2008
A garoa de São Paulo não maltrata.*
Presto muita atenção no que falam sobre mim.Pra mim.
Além do que,a gente descobre que a gente é maior do que eles acham, já que eu somo aquilo que eu acho que sou e aquilo que sentem por aí.
Eu somo tudo e o dia fica assim,bonito.
Além do que,a gente descobre que a gente é maior do que eles acham, já que eu somo aquilo que eu acho que sou e aquilo que sentem por aí.
Eu somo tudo e o dia fica assim,bonito.
Domingo, Setembro 07, 2008
Sábado, Setembro 06, 2008
Primeira vez.*
Hoje percebi que há dois dias você não aparece na minha memória.
Desculpa, às vezes eu sou uma luta constante comigo mesma.
Desculpa, às vezes eu sou uma luta constante comigo mesma.
Segunda-feira, Setembro 01, 2008
De satisfação.*
Acho que preciso achar um outro lugar para escrever.
Aqui tá ficando pequeno demais pra mim.
Tenho mania de achar tudo pequeno demais.
Aqui tá ficando pequeno demais pra mim.
Tenho mania de achar tudo pequeno demais.
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