Falo dos dias quentes, aqueles de céu de verão, da janela do edifíco a beleza fixa na poluição.
Falo dos dias em que não é preciso sentir falta, nem de mim, nem do vagão perdido.
Falo sem pressa, aliviada pelo teu não comparecimento.
Quanto mais longe estás, mais verão são meus dias.
Segunda-feira, Outubro 13, 2008
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