estou no trem.a caminho de birmingham.escrever na estrada.é assim que me sinto.como estas cidades em volta de londres.a passagem.o trilho que corta aquilo que é conhecido para nos trazer o novo.um corte no meio do peito e você se enxerga,um corte dolorido e o sangue exibe.
um dia desses acordei com este corte,sem saber,tinha sido vasculhada,explorada,fiquei aflita.ao olhar para meus órgãoe spulsando percebi que sou aquilo que fui um dia.a mesma aflição do mês anterior,o mesmo choro dos sete anos e as mãos presas por correntes resistentes,o não saber da menina de quinze anos,o amor morando em mim.
para cada passagem uma nova cidade.fui fechando as feridas decorrentes do corte brusco e profundo e lembrando o quanto me faz falta a sua paz.o quanto eu me sinto bem com suas mãos livres pelo mundo e seus passos lentos.
o rasgo da carne
as palavras que rasgam a mente
o olhar sobre o esperado
a dor do vermelho sobre seu corpo
seu corpo morto
um cadáver.ao sol
sem pernas,sem olhos.é só carne
é podre.
Panic on the streets of london
Panic on the streets of birmingham
I wonder to myself
Could life ever be sane again?
Sexta-feira, Junho 15, 2007
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