Anestesiei.
Parei de pensar,me fechei como dedos.
Busquei sonhos prazerosos e expectativas futuras.
[palavras que formam uma resposta.palavras de uma voz doce.
de quem sente.de quem vive.de verdade.]
Quinta-feira, Novembro 30, 2006
Susto.*
Quem falou que está errado?
Tenho medo.Não quero mais o medo.
Quero gostar de você sem saber que gosta de mim.
Quero entregar os pontos.
Quero perder o controle.
Quero não saber que horas são.
Quero aprender.
Aprender que isto é possível.
E,se necessário,morrer depois.
Morrer no colo.
Depravada.
Tive saudades,falaram de você e senti saudades.
Mas você tem sempre as mesmas cores.
Gosto das suas cores.
Mas elas não me desconcentram.
O meu baú foi achado.
Tenho medo.Não quero mais o medo.
Quero gostar de você sem saber que gosta de mim.
Quero entregar os pontos.
Quero perder o controle.
Quero não saber que horas são.
Quero aprender.
Aprender que isto é possível.
E,se necessário,morrer depois.
Morrer no colo.
Depravada.
Tive saudades,falaram de você e senti saudades.
Mas você tem sempre as mesmas cores.
Gosto das suas cores.
Mas elas não me desconcentram.
O meu baú foi achado.
Terça-feira, Novembro 28, 2006
Verdade.*
Para de olhar e rasga minha roupa logo.
Vai,estou pedindo.
Se soubéssemos o quanto sentimos,explodiríamos antes do gozo.
Bom?
Vai,estou pedindo.
Ou tem mais alguém aqui?
Vai,estou pedindo.
Se soubéssemos o quanto sentimos,explodiríamos antes do gozo.
Bom?
Vai,estou pedindo.
Ou tem mais alguém aqui?
Em algum.*
Quero roubar flores e dar de presente.
Não sei o que é bom ou ruim para mim.
Não tenho a mínima capacidade de excluir ou incluir.Continuo.
Sei quando não em sinto bem.Sei quando me sinto bem.
Eu sinto.E continuo.
Basta sentir para questionar.
Canso das mentiras e provocações.
Canso de mim.
Paro de viver.E continuo.
Não sei o que é bom ou ruim para mim.
Não tenho a mínima capacidade de excluir ou incluir.Continuo.
Sei quando não em sinto bem.Sei quando me sinto bem.
Eu sinto.E continuo.
Basta sentir para questionar.
Canso das mentiras e provocações.
Canso de mim.
Paro de viver.E continuo.
Sábado, Novembro 25, 2006
Secret smile.*
foda.o lugar aqui é meu,perdão.
escrevo o que quiser.
palavras doces,fortes,flácidas.
palavras que choram e que riem.
palavras que ardem e que refrescam.
quem entra sente.quem lê sente.
tá foda a saudade.eu aceito,sei lá se aceito,não aceito porra nenhuma.
ninguém vai em vão.
ele foi,não tenho mais minha vida.
minha vida é ele.
faço da minha vida a sua.
vivo por você.farei ter orgulho.como sempre fiz.
sou igual você.igual.
sou você.
juntos somos mais fortes.
te amo.
escrevo o que quiser.
palavras doces,fortes,flácidas.
palavras que choram e que riem.
palavras que ardem e que refrescam.
quem entra sente.quem lê sente.
tá foda a saudade.eu aceito,sei lá se aceito,não aceito porra nenhuma.
ninguém vai em vão.
ele foi,não tenho mais minha vida.
minha vida é ele.
faço da minha vida a sua.
vivo por você.farei ter orgulho.como sempre fiz.
sou igual você.igual.
sou você.
juntos somos mais fortes.
te amo.
Sexta-feira, Novembro 24, 2006
Experimenta só.*
o moço que entrega pizza
eu que ensino a molecada
o negro no opala laranja
eu no carro dançando
o senhor que vende jornal
eu que passo rímel
ela que costura pra fora
eu que tomo banho
ele que cobra os passageiros
eu que ando a pé
o executivo que negocia
eu que compro flores
o frentista com sorriso de bom dia
eu que danço a noite
o taxista que tem o guia na cabeça
eu que desenho
ele que leva o lixo no caminhão
eu que reciclo
ele com o hip hop alto no farol
eu que fotografo
ele que levanta a parede
eu que mostro a planta da casa
ela com o bebê no colo
atravessando a rua
e protegendo-o
de qualquer interferência externa
que possa prejudicá-lo
eu que admiro
eu que acredito que
a paixão que nos move
sem paixão
nada somos
sem paixão
somos nada
todos aqui são.
eu que ensino a molecada
o negro no opala laranja
eu no carro dançando
o senhor que vende jornal
eu que passo rímel
ela que costura pra fora
eu que tomo banho
ele que cobra os passageiros
eu que ando a pé
o executivo que negocia
eu que compro flores
o frentista com sorriso de bom dia
eu que danço a noite
o taxista que tem o guia na cabeça
eu que desenho
ele que leva o lixo no caminhão
eu que reciclo
ele com o hip hop alto no farol
eu que fotografo
ele que levanta a parede
eu que mostro a planta da casa
ela com o bebê no colo
atravessando a rua
e protegendo-o
de qualquer interferência externa
que possa prejudicá-lo
eu que admiro
eu que acredito que
a paixão que nos move
sem paixão
nada somos
sem paixão
somos nada
todos aqui são.
Fundamental é mesmo o amor.*
É tão bom sonhar.
Meus sonhos são eternos,sem eles não sou ninguém.
É tão gostoso deitar no travesseiro e antes de dormir ir longe com os pensamentos,virar de lado agarrar o lençol como se fosse a solução,e sentir,e sentir.
É tão gostoso acorda pela manhã e ver que você pode mais.
Voar no pensamento.
Criar personagens.
Fazer acontecer e sentir.
Não pare por ai menina,meu pai dizia.
Você é como eu,o mundo nas mãos e mais um pouco,meu pai dizia.
Irá sofrer por saber enxergar tanto neste mundo de injustiça,meu pai dizia.
Conseguirá tudo que quer,é só querer,sabe o que está atrás do querer?meu pai indagava.
Você não é só você,não é só seu cabelo enrolado como o meu,não é só seu pé igual ao meu,não é só suas pernas iguais as minhas,você é o que você sente.Sente vontade?Então isso é você.meu pai acertou.mais uma vez.sábio.
Eu gosto de sonhar.Eu gosto de querer.
Tem dias que eles são quietos,adormecidos.
Espero outro impulso.
Um que pulsa.
Tenho orgulho de mim.
Tenho orgulho do meu pai.
Tenho orgulho dos meus sonhos.
E meu travesseiro gosta,ele gira comigo.
Meus sonhos são eternos,sem eles não sou ninguém.
É tão gostoso deitar no travesseiro e antes de dormir ir longe com os pensamentos,virar de lado agarrar o lençol como se fosse a solução,e sentir,e sentir.
É tão gostoso acorda pela manhã e ver que você pode mais.
Voar no pensamento.
Criar personagens.
Fazer acontecer e sentir.
Não pare por ai menina,meu pai dizia.
Você é como eu,o mundo nas mãos e mais um pouco,meu pai dizia.
Irá sofrer por saber enxergar tanto neste mundo de injustiça,meu pai dizia.
Conseguirá tudo que quer,é só querer,sabe o que está atrás do querer?meu pai indagava.
Você não é só você,não é só seu cabelo enrolado como o meu,não é só seu pé igual ao meu,não é só suas pernas iguais as minhas,você é o que você sente.Sente vontade?Então isso é você.meu pai acertou.mais uma vez.sábio.
Eu gosto de sonhar.Eu gosto de querer.
Tem dias que eles são quietos,adormecidos.
Espero outro impulso.
Um que pulsa.
Tenho orgulho de mim.
Tenho orgulho do meu pai.
Tenho orgulho dos meus sonhos.
E meu travesseiro gosta,ele gira comigo.
Quarta-feira, Novembro 22, 2006
Believe in me*
Que você fosse bonito,pelo menos para mim.Que me atraisse com uma personalidade forte,com palavras lidas e compreendidas,com um tênis já gasto.Que você fosse tímido e me surpreendesse ao interagir com desconhecidos.Que você gostasse de conversar e conhecer meu mundo.Que você gostasse da minha camiseta quando vira pijama.
Que nós saíssemos bêbados de madrugada e deitássemos na calçada e falaríamos sobre nossos sentimentos,nossas angústias.Que nós fossemos nos casamentos dos nossos amigos.Que você saísse com seus amigos e eu com minhas amigas.Que você saísse com suas amigas e eu com meus amigos.Que você me pedisse para ficar calada e eu respeitasse.Que você pedisse um colo e,eu,cansada,concedesse.
Eu não olharia seu celular e nem você meu caderno.Eu lhe entenderia com um olhar.Quando você quebrasse a perna,eu daria banho em você.Eu pediria um pouco mais de atenção.Eu elogiaria seu esforço no trabalho.Eu reclamaria dos atrasos no jantar.Eu daria um beijo de boa noite,todas as noites.Eu compraria tudo que me lembrasse você,só pra agradar.
Eu saberia seu prato preferido.Eu tentaria aprender a cozinhá-lo.Eu iria embora quando você quisesse.Eu lhe mostraria meu ponto de vista.Eu pensaria em ter filhos.Eu pintaria nossa parede do quarto.Eu dançaria na sala esperando sua companhia.Eu compraria aquele vinho pra comemorar a gente.
Que você andasse pelo quarto e não gostasse da cor.Que você me dissesse que a cor é linda,só pra agradar.Que você pedisse um beijo de bom dia,todos os dias.Que você acordasse de mau humor.Que você desse risada das minhas histórias.Que você inventasse algumas palavras.Que você me apresentasse uma nova música.
Eu chegaria tarde em casa.Eu falaria do meu trabalho.Eu estudaria todos os meus livros,com você ao lado.Eu diria que tive medo de te encontrar.Eu contaria que um dia sonhei com isto.Eu contaria que nunca acreditei na gente.Eu diria que me sinto feliz.
Eu diria que te vi dar risada,ali naquele canto,e te admirei,e você nunca soube disto.
Terça-feira, Novembro 21, 2006
Segunda-feira, Novembro 20, 2006
Vou.*
Tomo banho para ver se limpa.Essa cara suja e medrosa,esse corpo que pede um momento de liberdade,de sair pela ru anua e gritar,para o espanto de todos.Não é para chocar,é para eu me sentir bem,sentir bem,entende?
Você se sente bem?Pois é,eu não.
Como se todos aqueles bichos invisíveis entrassem pelos orifícios do meu corpo.Me consomem,não deixam nada de fora,engolem minha alma pura e romântica.Vomitam na hora errada e quando eu vejo,não sou mais eu.
Não quero um discurso do que sou eu,e sim do que eu sinto.Os cerébros ocupados com suas funções diárias e esquecemos do bom dia.O costume como uma armadilha.O velho adeus como um"a vida é assim".Parem com isso.Que porra é essa?Querem me matar?Querem?
Falo o que eu penso pra você a todo instante,falo o que penso pra você um minuto da minha vida.A avenida do meu percurso é nova a cada dia.
Mas quem tem coragem de ouvir?Quem acha que não é tempo perdido?Ah,tá tudo pronto menina,a vida é assim e não tem o que fazer,vá com a maré e acharás sua resposta.Babacas.Ninguém percebe a sujeira que vivemos?Ninguém se da conta que estamos virando bonecos?Bonecos dos outros,querendo ser aquilo que esperam da gente,sim,do que esperam da gente porque ninguém espera de si próprio,aí olham o seu,analisam suas atitudes.
Saia pela calçada descalço.Ande no sentido contrário.Fale o que quer no cardápio,não importa o preço.Pense o que ninguém pensa.Use o amarelo fora da estação.Goze quando pedirem para se calar.Toque aquilo que quebra.Escreva o que não pode ser lido.Olhe quem é tímido.Não acorde cedo.Fale de amor.Leve uma porrada.Agarre quem anda de braço cruzado.
Não é a transformação do mundo.É a sua transformação.
Você se sente bem?Pois é,eu não.
Como se todos aqueles bichos invisíveis entrassem pelos orifícios do meu corpo.Me consomem,não deixam nada de fora,engolem minha alma pura e romântica.Vomitam na hora errada e quando eu vejo,não sou mais eu.
Não quero um discurso do que sou eu,e sim do que eu sinto.Os cerébros ocupados com suas funções diárias e esquecemos do bom dia.O costume como uma armadilha.O velho adeus como um"a vida é assim".Parem com isso.Que porra é essa?Querem me matar?Querem?
Falo o que eu penso pra você a todo instante,falo o que penso pra você um minuto da minha vida.A avenida do meu percurso é nova a cada dia.
Mas quem tem coragem de ouvir?Quem acha que não é tempo perdido?Ah,tá tudo pronto menina,a vida é assim e não tem o que fazer,vá com a maré e acharás sua resposta.Babacas.Ninguém percebe a sujeira que vivemos?Ninguém se da conta que estamos virando bonecos?Bonecos dos outros,querendo ser aquilo que esperam da gente,sim,do que esperam da gente porque ninguém espera de si próprio,aí olham o seu,analisam suas atitudes.
Saia pela calçada descalço.Ande no sentido contrário.Fale o que quer no cardápio,não importa o preço.Pense o que ninguém pensa.Use o amarelo fora da estação.Goze quando pedirem para se calar.Toque aquilo que quebra.Escreva o que não pode ser lido.Olhe quem é tímido.Não acorde cedo.Fale de amor.Leve uma porrada.Agarre quem anda de braço cruzado.
Não é a transformação do mundo.É a sua transformação.
Segunda-feira, Novembro 13, 2006
Que seja eterno.[2º edição].**
Eu escrevo com letras caídas, penduradas no teu leito, postas lado a lado com as palavras não ditas.
Eu penso como não penso, eu sonho como não sonho, estar na tua como não estar.
O tempo é oferecido como um vento passageiro, a certeza de tempos passados e tempos presentes, a incerteza do novo por- do-sol nos torna vivos, para morrermos amanha.O texto me leva para longe, o travesseiro me conduz aos meus anseios.Mexer no cabelo significa estar presente, as perguntas dentro da garganta, a dúvida da porta aberta ou um degrau a mais para subir.
Quanto tempo, dias, isso pode esperar?
Não achas significado, não os tenho, não é permitido ao mundo vivo dos mortais, dos que morrem e se afogam, mesmo por um segundo.Daqueles que buscam paz e temem pelo turvo do mar, dos que sentem calafrios ao buscar uma orelha, dos que observam o calor e a imensidão da tua memória, do soar dos sinos, o alarme da insatisfação pulsa sobre meu corpo, do que preciso, do que é preciso.
Uma gota de orvalho cai sobre minha mente e a descobre ,limpa todo meu ombro e escorre pelo meu corpo, reconhece e abriga ali mesmo seu calor, busca entraves, pistas, caminhos, nada com a mais bela delicadeza, o som da pétala ao cair no chão não seria mais brando.
Sinto o pulso dos pulsos.
Sinto o peso da minha palavra, o poder que possuo ao digerir momentos e exorciza-los em tua companhia.
Eu penso como não penso, eu sonho como não sonho, estar na tua como não estar.
O tempo é oferecido como um vento passageiro, a certeza de tempos passados e tempos presentes, a incerteza do novo por- do-sol nos torna vivos, para morrermos amanha.O texto me leva para longe, o travesseiro me conduz aos meus anseios.Mexer no cabelo significa estar presente, as perguntas dentro da garganta, a dúvida da porta aberta ou um degrau a mais para subir.
Quanto tempo, dias, isso pode esperar?
Não achas significado, não os tenho, não é permitido ao mundo vivo dos mortais, dos que morrem e se afogam, mesmo por um segundo.Daqueles que buscam paz e temem pelo turvo do mar, dos que sentem calafrios ao buscar uma orelha, dos que observam o calor e a imensidão da tua memória, do soar dos sinos, o alarme da insatisfação pulsa sobre meu corpo, do que preciso, do que é preciso.
Uma gota de orvalho cai sobre minha mente e a descobre ,limpa todo meu ombro e escorre pelo meu corpo, reconhece e abriga ali mesmo seu calor, busca entraves, pistas, caminhos, nada com a mais bela delicadeza, o som da pétala ao cair no chão não seria mais brando.
Sinto o pulso dos pulsos.
Sinto o peso da minha palavra, o poder que possuo ao digerir momentos e exorciza-los em tua companhia.
Domingo, Novembro 12, 2006
O barulho de alguém que não quer fazer barulho.*
As unhas estão descascando,ou melhor,o esmalte.Este momento para mim é um pouco irritante,faço a unha e depois de dois dias ela já começa a descascar,desbotar,isso que dá desenhar,falar com as mãos,mexer com este teclado,e bater as unhas no câmbio para emitir algum som parecido com a música que toca no carro,lógico,a gente sempre acha que está no ritmo,mas nunca está.
Olho no retrovisor e você usa óculos e tem cabelo enrolado.Encosto meu ombro direito na porta,e busco uma parte do cabelo para enrolar,manias do trânsito.Volto no retroviso e você faz igual.O farol abre e solto um sorriso constrangedor,fiquei tímida,até vermelha,como aos dezesseis,como se estivesse alguém ao meu lado fotografando,bom,não existe ninguém,nunca ouvi alguém dizer que o ritmo das minhas batidas no câmbio são contra o que entra pelo meu ouvido,nem que minhas unhas estão descascadas.
Lembro que tenho o esmalte em casa e que posso retoca-lo e acordar feliz amanhã.Abro o esmalte e aprecio a beleza do pincel banhado de esmalte,o brilho e a delicadeza da textura ao exibir todo seu comprimento até o sua chegada na minha unha.
Gosto deste movimento.
Gosto de acariciar rostos.
Gosto de texturas.
Gosto de cheiros.
Gosto da pulsação.
Gosto do ritmo.
Gosto do meu cabelo enrolado.
Gosto de mim.Gosto.
Olho no retrovisor e você usa óculos e tem cabelo enrolado.Encosto meu ombro direito na porta,e busco uma parte do cabelo para enrolar,manias do trânsito.Volto no retroviso e você faz igual.O farol abre e solto um sorriso constrangedor,fiquei tímida,até vermelha,como aos dezesseis,como se estivesse alguém ao meu lado fotografando,bom,não existe ninguém,nunca ouvi alguém dizer que o ritmo das minhas batidas no câmbio são contra o que entra pelo meu ouvido,nem que minhas unhas estão descascadas.
Lembro que tenho o esmalte em casa e que posso retoca-lo e acordar feliz amanhã.Abro o esmalte e aprecio a beleza do pincel banhado de esmalte,o brilho e a delicadeza da textura ao exibir todo seu comprimento até o sua chegada na minha unha.
Gosto deste movimento.
Gosto de acariciar rostos.
Gosto de texturas.
Gosto de cheiros.
Gosto da pulsação.
Gosto do ritmo.
Gosto do meu cabelo enrolado.
Gosto de mim.Gosto.
Quinta-feira, Novembro 09, 2006
Retrato.*
Preciso de férias,mais do que nunca,de férias.
Sim,estas férias que todo mundo tira,de um mês,dois meses,...
Vou para a casa da minha mãe hoje,não estou com saudades dela,mas quando a vejo acaba a saudade.
Vou para a casa dela para brincar com meus cachorros,dormir até tarde e tentar lembrar como tudo isto me fez tão bem um dia.
Vou para a casa dela para ela me ajudar nos meus sonhos.
Vou para a casa dela para reencontrar antigas fotografias.
Vou para a casa dela para esquecer que sou adulta.
Vou,vou tirar férias.Sexta eu volto.A gente dança em algum lugar por aí.
Sim,estas férias que todo mundo tira,de um mês,dois meses,...
Vou para a casa da minha mãe hoje,não estou com saudades dela,mas quando a vejo acaba a saudade.
Vou para a casa dela para brincar com meus cachorros,dormir até tarde e tentar lembrar como tudo isto me fez tão bem um dia.
Vou para a casa dela para ela me ajudar nos meus sonhos.
Vou para a casa dela para reencontrar antigas fotografias.
Vou para a casa dela para esquecer que sou adulta.
Vou,vou tirar férias.Sexta eu volto.A gente dança em algum lugar por aí.
Terça-feira, Novembro 07, 2006
Café*
Quando fiz este blog a intenção era a de transformar as palavras presas em meus cadernos na adolescência para palavras decorrentes dos acontecimentos de uma menina que já vira mulher.
Talvez não se interessariam pelas palavras de 10 anos atrás,na verdade nem eu,mas elas foram de muita utilidade,me mostraram o quão importante a escrita é na minha vida,na minha evolução.Para alguns pode parecer besteira,poderia estar fazendo outras coisas ao invés de escrever,como aproveitar o tempo para ir ao cinema,trabalhar mais,conhecer mais pessoas,ver minha família,beber cerveja,dançar,rir com os amigos,arrumar o quarto,mas acreditem,eu faço tudo isto,e escrevo.
Alguns me chamam de subjetiva,acham que posso viver enclausurada nos meus pensamentos que rasgam os papéis,outros acham que com as palavras sustento minha personalidade e consigo enxergar o mundo de uma forma mais ampla,e fazer uso dele.
Quando fiz este blog não criei regras,qualquer assunto poderia ser bem-vindo,mas analisando os textos percebi que poucos são criados pela imaginação,a maioria são escritos a partir de alguma vivência,de algum acontecimento que me atingiu de certa forma que me fez crescer,que me machucou,que me fez rir ou chorar.
Aconteceu por acaso,percebi que necessito demonstrar para algumas pessoas especiais o que senti e o que sinto,mesmo que alguns dos textos sejam muito pessoais,retorço as palavras,mas não de propósito,não para ser incompreendido,se algum lhe pareceu assim não foi em momento algum para ocultar algo,senão não o publicaria,é a minha forma de escrever,a minha forma de enxergar,minhas palavras são assim,na verdade acho que a vida é assim,não existem coisas que não tem nome?Pois é,de repente pode ser isto.
Quando pequena eu escrevia contos,minha personagem preferida era a Laura,eram contos românticos,cheios de mistérios e amor.Não os encontrei,procurei nas caixas mas eles sumiram.Lembro-me dela,da Laura,com muito carinho,na verdade acredito que a Laura era eu,sou eu.Não,nunca quis me chamar Laura,gosto muito do meu nome,acho Laura um nome claro,de fácil dicção,mas também não acredito que minha filha terá o nome de Laura,bom isto é para ser discutido mais tarde,não é?
Já disse que gosto da escrita e de belos autores.Gosto também do amor.Gosto de me apaixonar,de conquistar e de sofrer por ele.Gosto das histórias conturbadas e das pacíficas.Gosto de observar a diferença nas pessoas ao senti-lo,de me perceber ao senti-lo,de analisar como reajo em cada situação,em cada cruzada de olhar.Gostaria de aprender mais com as pessoas que o tratam sendo mais um dos sentimentos humanos,como se fosse limpo,simples,sem perguntas.Juro para voce,adoraria.
Quando eu fiz este blog foi para compartilhar,para mim foi evolutivo,você não imagina quanto!Sabe aquela dificuldade em demonstrar algum sentimento?.A partir do momento que colocamos nossas maiores intimidades,ou quase todas para as pessoas lerem,ouvirem,analisarem,nos libertamos,dividimos,e acredito na vida assim,dividida e compartilhada.Muitos me conheceram melhor,para outros foi só uma comprovação do que eu sou,nada inesperado.
Quando fiz este blog,eu não divulguei o endereço para todas as pessoas conhecidas e desconhecidas,me reservei no direito de apresenta-los só para aqueles que tem um peso muito grande na minha vida,e vice-versa.Parece contraditório?Bom,eu acho que não,acredito que podemos escolher para quem demonstrar,o importante é demonstrar.
Sempre acreditei na mudança do ser humano,a cada dia estamos mudando alguém,nem que seja por um momento.
Sente-se capaz de modificar a vida de alguém?
Talvez não se interessariam pelas palavras de 10 anos atrás,na verdade nem eu,mas elas foram de muita utilidade,me mostraram o quão importante a escrita é na minha vida,na minha evolução.Para alguns pode parecer besteira,poderia estar fazendo outras coisas ao invés de escrever,como aproveitar o tempo para ir ao cinema,trabalhar mais,conhecer mais pessoas,ver minha família,beber cerveja,dançar,rir com os amigos,arrumar o quarto,mas acreditem,eu faço tudo isto,e escrevo.
Alguns me chamam de subjetiva,acham que posso viver enclausurada nos meus pensamentos que rasgam os papéis,outros acham que com as palavras sustento minha personalidade e consigo enxergar o mundo de uma forma mais ampla,e fazer uso dele.
Quando fiz este blog não criei regras,qualquer assunto poderia ser bem-vindo,mas analisando os textos percebi que poucos são criados pela imaginação,a maioria são escritos a partir de alguma vivência,de algum acontecimento que me atingiu de certa forma que me fez crescer,que me machucou,que me fez rir ou chorar.
Aconteceu por acaso,percebi que necessito demonstrar para algumas pessoas especiais o que senti e o que sinto,mesmo que alguns dos textos sejam muito pessoais,retorço as palavras,mas não de propósito,não para ser incompreendido,se algum lhe pareceu assim não foi em momento algum para ocultar algo,senão não o publicaria,é a minha forma de escrever,a minha forma de enxergar,minhas palavras são assim,na verdade acho que a vida é assim,não existem coisas que não tem nome?Pois é,de repente pode ser isto.
Quando pequena eu escrevia contos,minha personagem preferida era a Laura,eram contos românticos,cheios de mistérios e amor.Não os encontrei,procurei nas caixas mas eles sumiram.Lembro-me dela,da Laura,com muito carinho,na verdade acredito que a Laura era eu,sou eu.Não,nunca quis me chamar Laura,gosto muito do meu nome,acho Laura um nome claro,de fácil dicção,mas também não acredito que minha filha terá o nome de Laura,bom isto é para ser discutido mais tarde,não é?
Já disse que gosto da escrita e de belos autores.Gosto também do amor.Gosto de me apaixonar,de conquistar e de sofrer por ele.Gosto das histórias conturbadas e das pacíficas.Gosto de observar a diferença nas pessoas ao senti-lo,de me perceber ao senti-lo,de analisar como reajo em cada situação,em cada cruzada de olhar.Gostaria de aprender mais com as pessoas que o tratam sendo mais um dos sentimentos humanos,como se fosse limpo,simples,sem perguntas.Juro para voce,adoraria.
Quando eu fiz este blog foi para compartilhar,para mim foi evolutivo,você não imagina quanto!Sabe aquela dificuldade em demonstrar algum sentimento?.A partir do momento que colocamos nossas maiores intimidades,ou quase todas para as pessoas lerem,ouvirem,analisarem,nos libertamos,dividimos,e acredito na vida assim,dividida e compartilhada.Muitos me conheceram melhor,para outros foi só uma comprovação do que eu sou,nada inesperado.
Quando fiz este blog,eu não divulguei o endereço para todas as pessoas conhecidas e desconhecidas,me reservei no direito de apresenta-los só para aqueles que tem um peso muito grande na minha vida,e vice-versa.Parece contraditório?Bom,eu acho que não,acredito que podemos escolher para quem demonstrar,o importante é demonstrar.
Sempre acreditei na mudança do ser humano,a cada dia estamos mudando alguém,nem que seja por um momento.
Sente-se capaz de modificar a vida de alguém?
Sexta-feira, Novembro 03, 2006
Ela(e) que descobriu.*
Quarta-feira, Novembro 01, 2006
Welcome*
Deixei aqui mais claro,letras menores e um ar de delicadeza.
Eu gostei do novo formato,está menos congestionado.
Eu gosto deste lugar.
Eu gostei do novo formato,está menos congestionado.
Eu gosto deste lugar.
Mais um pouco*
meu peito
meu coração
meu olhar
meu amigo
minha família
minha cor
meu ideal
meu cansaço
minha música
meu livro
minha fotografia
meu texto
meu amor
minha calça jeans
minha regata
meu filme
meu nada
meu ciúmes
minha vontade
minhas pernas
meu desenho
minha saia
minha unha
meu vermelho
meu grito
eterno
eterno
em pedaços,pelos trilhos,eterno.
meu coração
meu olhar
meu amigo
minha família
minha cor
meu ideal
meu cansaço
minha música
meu livro
minha fotografia
meu texto
meu amor
minha calça jeans
minha regata
meu filme
meu nada
meu ciúmes
minha vontade
minhas pernas
meu desenho
minha saia
minha unha
meu vermelho
meu grito
eterno
eterno
em pedaços,pelos trilhos,eterno.
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