Escolhi o anel mais bonito,aquele que só uso em ocasiões especias,e um encontro com velhos amigos e amigas sempre é especial.
No caminho não cansava de observar a luz que as pedras do anel refletia no vidro do carro,era lindo.De onde vinha luz não sei ,era noite,fui sozinha,me sinto mais junto,sinto falta deles.
O anel coloquei,cheguei a festa com queridos e queridas,duas semanas fazem diferença,eu acho que eles mudaram,eu sempre acho que eles mudam,lembrei de uma conversa,sorri.
Amores novos me faz feliz,na tela uma declaração das mais corajosas que já vi,lembrei do anel,olhei para ele e pensei se ele tem um significado.
De peito aberto o amor se fez presente,com toda coragem e cara lavada foi exposto uma alma limpa,sem malícias,sem saber o amanhã,limpo,limpo como o amor tem que ser.
Uma lágrima vem,limpo e o anel brilha,me aponta tudo aquilo que emerge o pensamento ainda não realizado.
Minha querida é a mais feliz de todos,o dia é dela,o amor dali é só dela,feliz sentimos,até os casados se emocionam,lembrei da conversa de novo,sorri.
Ficamos feito bobos e pequenos perto da grandeza que esse sentimento provoca.
Tentei lembrar o nome da pedra do anel mas não consegui,minha amiga disse que era bobagem,depois eu lembraria,o importante é que ele é lindo,ela disse.Concordei e na hora sorri de novo.
Preciso de casa.
Preciso de todos ali,beijo sem parar,abraço,como adoro abraçar.
Estamos diferentes sim,ou ficamos só por esta noite.
Abro a porta e vejo algo improvável,Ah não,penso...este tal de amor me perseguiu hoje.
Dois sorrisos amarelos,tímidos e envergonhados,não gente,não tenham vergonha.
Olho no espelho e sem querer solto um sorriso,penso que precisava registrar.
Tiro meu anel e o guardo.
Amores normais,amores fortes,que vão e voltam,uns mais lineares,outros mais tortuosos,o que foi mostrado é de verdade.
Quero falar amor toda hora.
Acredito.
Lembrei de uma conversa e sorri,no espelho.
Domingo, Janeiro 29, 2006
É do Lenine.**
Somos somente a fotografia
Dois navegantes
Perdidos no cais
Distantes demais
Somos instantes palavras, poesia
Dois delirantes
Ficando reais
Distantes demais
Noites de sol
Loucos de amar
Quem poderia nos alcançar
Eu e você
Sem perceber
Fomos ficando iguais
Longe distantes demais.
Dois navegantes
Perdidos no cais
Distantes demais
Somos instantes palavras, poesia
Dois delirantes
Ficando reais
Distantes demais
Noites de sol
Loucos de amar
Quem poderia nos alcançar
Eu e você
Sem perceber
Fomos ficando iguais
Longe distantes demais.
Quinta-feira, Janeiro 26, 2006
Uma canção*
É um jardim.
Estou sentada na grama com meu caderno e a BIC que eu adoro.
As pessoas têm preconceito ou acham a BIC desconfortável para a escrita.Eu sempre gostei,ela é grossa e firme e me faz lembrar meu pai,na época que eu ia em seu escritório e o ajudava a repor as canetas nas mesas,sempre BIC,compradas ainda na papelaria do meu avô.E você nem sabe o quão bravo ele ficava senão estivessem as três cores básicas da BIC na mesa,mesmo se ele não utilizasse teria que estar lá,do jeito dele,com seus bloquinhos de anotação no mesmo lugar,perfeccionista,na hora dele,pois o jeito dele sempre era o correto,coisas de virginiano.Minha mãe também faz assim,coisas de virginiana.
Sou câncer.Não sei,leiga total em astrologia e em seus fundamentos,mas acredito que algumas características são notáveis e me faz acreditar que existe alguma verdade.
Sou um pouco assim,como meus pais,todo mundo é como os pais,mesmo negando .Gostos das minhas coisas no lugar,gosto do meu cantoe não falar quando necessário.
Meu pai se isola,ninguém entende,eu entendo.
Faz tudo por mim,gasta todo seu dinheiro sem pensar no amanhã,usa o hoje como vida,erra muito e sigo tentando não repetir seus erros.Sempre comprou tudo que pedia,assistia televisão em seu colo e meu mundo acabava ali.Aos domingos sempre tínhamos(eu e meu irmão) surpresas no café da manhã,algo especial para comer(eles não gostavam de comidas não saudáveis em casa,mantenho este hábito até hoje).
Era sempre a primeira a chegar nas festas e a última a ir embora(até na escola),ele sempre atrasava,isto me deixava nervosa(acho que começou daí meu pavio curto),ficava cada vez mais ansiosa,não admitia.Hoje tento entender e aceitar que o tempo pode não ser tão linear quanto parece.
Ele dizia que eu não gostava do seu jeito,que queria mudar de pai,que queria um pai casual,com um comportamento comum.
Só porque ele ia me buscar nas festinhas(ele era o único pai da turma que fazia isto,tinha orgulho) de pijama e entrava nelas e eu morria de vergonha.
Porque íamos para Santa Fé(cidade da minha mãe) e ele parava em cada canto que tinha uma árvore grande para deitarmos e descansarmos um pouco (minha mãe querendo chegar logo e ele lá,deitado).
Porque quando pedia algo,movia o mundo para me agradar e mostrava para todos o que tinha feito por mim(com isso expunha minha vida,sempre fui reservada).
Porque sempre fala o que pensa e mete os pés pelas mãos.
Porque é exagerado,consumista e acha besteira economizar com pequenas coisas.
Porque quando acha que está sendo explorado briga e não admite tal atitude,não leva desaforo,nunca.
Porque não sabe falar não se alguém lhe pede ajuda.
Porque não sabe disfarçar quando não gosta de algo ou alguém,mas quando gosta deixa mais que explícito.
Porque é sensível demais,ciumento e nunca gostou dos meus namorados.
Porque quando eu nasci ele lotou o quarto do hospital com flores,pizzas e minha família toda e conseguiu enrolar o cara da recepção.
Porque quando tive uma feira de ciências na escola ele apareceu no meio da apresentação com um pilão que tinha acabado de comprar,só para deixar o local mais bonito (meu tema era região centro-oeste).
Porque me levou na faculdade por dois anos e aguentava meu mau humor matinal.
Porque todos meus amigos o acham doido mas gente boa (quando vêem ele nervoso,assustam).
Porque nunca teve preguiça,é inteligentíssimo e sempre tem grandes idéias.
Porque na maioria das vezes não sabe executar suas grandes idéias.
Porque nossos pés são idênticos e meu queixo se parece com o dele (odiava meu queixo).
Porque sempre brigou comigo e me deu liberdade para perder a educação de vez em quando com ele.
Porque ficávamos semanas sem nos falar por discussões intensas.
Porque sempre desligava a minha televisão quando eu dormia.
Porque quando ficava brava com ele batia a porta do quarto e ele odeia isto.
Porque tem orgulho de mim mas não conseguiríamos trabalhar juntos.
Porque não gosto quando fica meses sem falar com meus tios.
Porque ás vezes emburra e nem no Natal ele vai.
Porque sempre deixa o jornal no meu quarto para eu ler(essa última vez que fui em casa estavam lá,todos da semana).
Porque recorta reportagens sobre arquitetura de revistas e jornais e guarda pra mim.
Porque sabe que adoro ler e sabe que aprendi isto com ele e minha mãe.
Porque leva copo de água pra mim na cama.
Porque me ensinou a ser fiel com meu amigos e me mostrou que existem homens desprezíveis.
Porque me ligou ontem chorando,com saudades e disse que me amava.
Estou sentada na grama com meu caderno e a BIC que eu adoro.
As pessoas têm preconceito ou acham a BIC desconfortável para a escrita.Eu sempre gostei,ela é grossa e firme e me faz lembrar meu pai,na época que eu ia em seu escritório e o ajudava a repor as canetas nas mesas,sempre BIC,compradas ainda na papelaria do meu avô.E você nem sabe o quão bravo ele ficava senão estivessem as três cores básicas da BIC na mesa,mesmo se ele não utilizasse teria que estar lá,do jeito dele,com seus bloquinhos de anotação no mesmo lugar,perfeccionista,na hora dele,pois o jeito dele sempre era o correto,coisas de virginiano.Minha mãe também faz assim,coisas de virginiana.
Sou câncer.Não sei,leiga total em astrologia e em seus fundamentos,mas acredito que algumas características são notáveis e me faz acreditar que existe alguma verdade.
Sou um pouco assim,como meus pais,todo mundo é como os pais,mesmo negando .Gostos das minhas coisas no lugar,gosto do meu cantoe não falar quando necessário.
Meu pai se isola,ninguém entende,eu entendo.
Faz tudo por mim,gasta todo seu dinheiro sem pensar no amanhã,usa o hoje como vida,erra muito e sigo tentando não repetir seus erros.Sempre comprou tudo que pedia,assistia televisão em seu colo e meu mundo acabava ali.Aos domingos sempre tínhamos(eu e meu irmão) surpresas no café da manhã,algo especial para comer(eles não gostavam de comidas não saudáveis em casa,mantenho este hábito até hoje).
Era sempre a primeira a chegar nas festas e a última a ir embora(até na escola),ele sempre atrasava,isto me deixava nervosa(acho que começou daí meu pavio curto),ficava cada vez mais ansiosa,não admitia.Hoje tento entender e aceitar que o tempo pode não ser tão linear quanto parece.
Ele dizia que eu não gostava do seu jeito,que queria mudar de pai,que queria um pai casual,com um comportamento comum.
Só porque ele ia me buscar nas festinhas(ele era o único pai da turma que fazia isto,tinha orgulho) de pijama e entrava nelas e eu morria de vergonha.
Porque íamos para Santa Fé(cidade da minha mãe) e ele parava em cada canto que tinha uma árvore grande para deitarmos e descansarmos um pouco (minha mãe querendo chegar logo e ele lá,deitado).
Porque quando pedia algo,movia o mundo para me agradar e mostrava para todos o que tinha feito por mim(com isso expunha minha vida,sempre fui reservada).
Porque sempre fala o que pensa e mete os pés pelas mãos.
Porque é exagerado,consumista e acha besteira economizar com pequenas coisas.
Porque quando acha que está sendo explorado briga e não admite tal atitude,não leva desaforo,nunca.
Porque não sabe falar não se alguém lhe pede ajuda.
Porque não sabe disfarçar quando não gosta de algo ou alguém,mas quando gosta deixa mais que explícito.
Porque é sensível demais,ciumento e nunca gostou dos meus namorados.
Porque quando eu nasci ele lotou o quarto do hospital com flores,pizzas e minha família toda e conseguiu enrolar o cara da recepção.
Porque quando tive uma feira de ciências na escola ele apareceu no meio da apresentação com um pilão que tinha acabado de comprar,só para deixar o local mais bonito (meu tema era região centro-oeste).
Porque me levou na faculdade por dois anos e aguentava meu mau humor matinal.
Porque todos meus amigos o acham doido mas gente boa (quando vêem ele nervoso,assustam).
Porque nunca teve preguiça,é inteligentíssimo e sempre tem grandes idéias.
Porque na maioria das vezes não sabe executar suas grandes idéias.
Porque nossos pés são idênticos e meu queixo se parece com o dele (odiava meu queixo).
Porque sempre brigou comigo e me deu liberdade para perder a educação de vez em quando com ele.
Porque ficávamos semanas sem nos falar por discussões intensas.
Porque sempre desligava a minha televisão quando eu dormia.
Porque quando ficava brava com ele batia a porta do quarto e ele odeia isto.
Porque tem orgulho de mim mas não conseguiríamos trabalhar juntos.
Porque não gosto quando fica meses sem falar com meus tios.
Porque ás vezes emburra e nem no Natal ele vai.
Porque sempre deixa o jornal no meu quarto para eu ler(essa última vez que fui em casa estavam lá,todos da semana).
Porque recorta reportagens sobre arquitetura de revistas e jornais e guarda pra mim.
Porque sabe que adoro ler e sabe que aprendi isto com ele e minha mãe.
Porque leva copo de água pra mim na cama.
Porque me ensinou a ser fiel com meu amigos e me mostrou que existem homens desprezíveis.
Porque me ligou ontem chorando,com saudades e disse que me amava.
Terça-feira, Janeiro 24, 2006
Santa Chuva---Maria Rita**
Vai chover de novo
Deu na TV
Que o povo já se cansou
De tanto o céu desabar
E pede a um santo daqui
Que reza a ajuda de Deus
Mas nada pode fazer
Se a chuva quer é trazer você pra mim
Vem cá, que tá me dando uma vontade de chorar
Não faz assim
Não vá pra lá
Meu coração vai se entregar À tempestade...
__________________________________________
Quem é você pra me chamar aqui
Se nada aconteceu?
Me diz?
Foi só amor?
Ou medo de ficar Sozinho outra vez?
Cadê aquela outra mulher?
Você me parecia tão bem...
A chuva já passou por aqui
Eu mesma que cuidei de secar
Quem foi que te ensinou a rezar?
Que santo vai brigar por você?
Que povo aprova o que você fez?
Devolve aquela minha TV
Que eu vou de vez
Não há porque chorar
Por um amor que já morreu
Deixa pra lá
Eu vou, adeus
Meu coração já se cansou de falsidade...
Deu na TV
Que o povo já se cansou
De tanto o céu desabar
E pede a um santo daqui
Que reza a ajuda de Deus
Mas nada pode fazer
Se a chuva quer é trazer você pra mim
Vem cá, que tá me dando uma vontade de chorar
Não faz assim
Não vá pra lá
Meu coração vai se entregar À tempestade...
__________________________________________
Quem é você pra me chamar aqui
Se nada aconteceu?
Me diz?
Foi só amor?
Ou medo de ficar Sozinho outra vez?
Cadê aquela outra mulher?
Você me parecia tão bem...
A chuva já passou por aqui
Eu mesma que cuidei de secar
Quem foi que te ensinou a rezar?
Que santo vai brigar por você?
Que povo aprova o que você fez?
Devolve aquela minha TV
Que eu vou de vez
Não há porque chorar
Por um amor que já morreu
Deixa pra lá
Eu vou, adeus
Meu coração já se cansou de falsidade...
Segunda-feira, Janeiro 23, 2006
Para viver*
Não sei o que é não
Não tem nada aqui não,vocês estão enganados
Pega na minha mão e fala comigo
Tempos esquecidos,horas que voam
De repente eu volto
Tudo de novo,meu corpo reage
Como um poema
Você lê e vive
Vira a página e esquece
Intenso.Toma.Absorve.
Não tem ninguém aqui
Não pode ter alguém aqui
Viro a esquina e vejo outra pessoa
Me livro de você por um instante
Gosto de não tê-lo
Acaba,despedaça
Não gosto como some
Não gosto quando some
Não gosto como aparece
Não gosto quando aparece
As costas são perigosas
Nunca se sabe quem vem por aí
Acho que erro
Como este texto sem formatação
Tentei mas não consegui
Acho que me crucifico
Elas sempre me olham
Errada ou não eu faço
Coragem eu tenho pra viver
E vivo.
Não tem nada aqui não,vocês estão enganados
Pega na minha mão e fala comigo
Tempos esquecidos,horas que voam
De repente eu volto
Tudo de novo,meu corpo reage
Como um poema
Você lê e vive
Vira a página e esquece
Intenso.Toma.Absorve.
Não tem ninguém aqui
Não pode ter alguém aqui
Viro a esquina e vejo outra pessoa
Me livro de você por um instante
Gosto de não tê-lo
Acaba,despedaça
Não gosto como some
Não gosto quando some
Não gosto como aparece
Não gosto quando aparece
As costas são perigosas
Nunca se sabe quem vem por aí
Acho que erro
Como este texto sem formatação
Tentei mas não consegui
Acho que me crucifico
Elas sempre me olham
Errada ou não eu faço
Coragem eu tenho pra viver
E vivo.
Segunda-feira, Janeiro 09, 2006
No conosco*
Uma corda no pescoço
Sufoca mas distancia
Mil metros,talvez milhões
Um mundo branco
Vento como a paz
Me pergunto como sou
Me perguntam como sou
Braços para proteger usados para defender
Luto com toda força
Ficar vermelha
Vermelho de novo
Vermelho para usar
Vermelho para comer
Vermelho de dor
Vermelho ardor
Vermelho paixão
Vermelho do bem
Vermelho da minha boca
Vermelho para aparecer,todo mundo vê
Escancarar sua face neste medonho lugar,escrotos me ouvirão,assustados não saberão
Uma luz me carrega até o mais fundo
Tô lá
Tão gostoso,não sabes quanto
Pequenina janela me observa
Um olho na espreita,na esquina aguardando sua vez
Dou um tapa
Ardido,como dói,como me sinto bem,não sabe quanto
Respiro fundo,mais fundo que você
Oxigênio azul,carrega meus pulmões e me leva até lá
Tô lá
Tão gostoso,não sabes quanto
Almas negras são crucificadas agora
Pena,pena
Eliminadas como o vapor no dia quente
Tão bom isto,gosto tanto de vê-las partir,não sabes quanto
Danço sem minha música preferida,mais lento e mais rápido
O compasso modifica,me levo no mais profundo prazer
Tô lá
Tão gostoso,não sabes quanto
Dirijo toda noite
Caminho pelo negro andar da cidade
Olhos observam minhas jovens feições
Dar risada como um bebê
Sem saber porque
Sem querer terminar
Só esperando o sol nascer,esperando a quente luz para surgir palavras e saber onde colocar minhas mãos
Não soube na primeira vez,agi como criança
Tudo vermelho,tão quente
Eu sei onde estou,estão esperando com a maior expectativa
Música sem ouvido não vale a vida
Tô lá
Tão gostoso
Minhas bochechas doem de tanto usá-las,nem sabes quanto.
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