Domingo, Maio 28, 2006

A forma não basta.*

A cidade nasceu e viveu,a cidade retilínea e programada.A cidade que morre a cada amanhecer,o árido,o seco e a solidão.O andar fulgaz e tudo se conhece,blocos vazios e corações esperansosos.Olhares longos e falas compridas.
O consolo de belas formas,talvez as use,talvez não.O consolo de belas fotos,da bela luz e de uma capoeira na praça principal,ufa,aqui é o Brasil.
Pequenos corpos na imensidão,o viver é visto,sobe a poeira quado tenta atravessar os limites,aqui pode,aqui não.
Grandes corpos na imensidão,queremos mais,não temos o bastante e vivemos muito para o que nos é oferecido.
Busco novos rumos, chego na mesma célula que fui criada,olho para o lado e um olhar penetrante invade e me paralisa,sim,sou mais do que era,sou mais do que podes pensar,se queres pensar.
Olho pro lado e o caminho correto da cidade me paralisa,o esperado incomoda,o vazio não me satisfaz.Olho para o lado e o caminho tortuoso me desconcentra,o inesperado me alimenta,uma voz que precisa calar.
Conheço cada canto desta cidade,falo como habitante,conheço cada canto deste olhar,falo como habitante,como invasora,assim como a paulista na cidade do futuro,que desconcentra os que não a conhece.


O poder nos alimenta,o choque pode nos aumentar,assim como a paulista que discorre sobre sua cidade para os brasilienses.


Brasília abre as asas e abriga os que buscam o confinamento no espaço infinito,acho que vi algo parecido andando pelas largas ruas de lá.

1 comentários:

1 DoG 1 BoNe disse...

Lindo, lindo...
Arquitetonicamente intenso...
Continue assim que a gente chegará lá...
Bjs,