Domingo, Dezembro 25, 2005

Meus amigos morreram de overdose*

A noite inesperada,aquela em que tudo acontece mas não fazes nada.
Tudo se movimenta,sem força,sem exigir.

Mas queres ser utilizado,ser abusado,ser depravado.
Ninguém permite.

Alguém aparece e você só sonha em seu sumiço.
Outro vira a esquina e você fingi que não vê.
No farol,o retrovisor é seu melhor amigo.

Palavras estúpidas,lembranças desnecessárias.

Querer andar pela cidade não é pecado.
Não querer companhia também não.
Alguém ao lado e será crucificado.

Tuas raízes mostram aquilo que és,questão de aceitar ou não.
Não queres ter raízes porque elas não estão lá,não estão aqui.

A noite brilha como a última vez,o vento ao rosto como o último do sertão.

Sensibilidade para perceber que aquela promessa não foi cumprida.
O combinado saiu caro,seguir com teus pés sobre uma calçada machucada pela cidade,machucada como teu coração,como os olhos que já não querem mais enxergar.

A beleza do dia se vê nas vitrines,no rosto de cada um que a enxerga.

Querias colo,querias um calor.

Pudores vêm à tona,impedido de realizar ações tão impensadas.

Querias a música em teus doces ouvidos,teu andar pedia movimentos mais acelerados,mas não sabias como responder,ninguém te disse.

Uma cerveja no copo e mil risadas caladas,conversas novas ,és outra pessoa,és algo nunca visto.

Gostas disto,admita,não é fácil,mas gostas.
Aquele adeus para ferir,aquele dia novo que não queres saber.
Boas companhias se fazem assim,na mais perfeita improvisação.

Tua saia é a mais bonita da noite,pode confiar.



1 comentários:

Galli disse...

Não né... ou tb???