A noite inesperada,aquela em que tudo acontece mas não fazes nada.
Tudo se movimenta,sem força,sem exigir.
Mas queres ser utilizado,ser abusado,ser depravado.
Ninguém permite.
Alguém aparece e você só sonha em seu sumiço.
Outro vira a esquina e você fingi que não vê.
No farol,o retrovisor é seu melhor amigo.
Palavras estúpidas,lembranças desnecessárias.
Querer andar pela cidade não é pecado.
Não querer companhia também não.
Alguém ao lado e será crucificado.
Tuas raízes mostram aquilo que és,questão de aceitar ou não.
Não queres ter raízes porque elas não estão lá,não estão aqui.
A noite brilha como a última vez,o vento ao rosto como o último do sertão.
Sensibilidade para perceber que aquela promessa não foi cumprida.
O combinado saiu caro,seguir com teus pés sobre uma calçada machucada pela cidade,machucada como teu coração,como os olhos que já não querem mais enxergar.
A beleza do dia se vê nas vitrines,no rosto de cada um que a enxerga.
Querias colo,querias um calor.
Pudores vêm à tona,impedido de realizar ações tão impensadas.
Querias a música em teus doces ouvidos,teu andar pedia movimentos mais acelerados,mas não sabias como responder,ninguém te disse.
Uma cerveja no copo e mil risadas caladas,conversas novas ,és outra pessoa,és algo nunca visto.
Gostas disto,admita,não é fácil,mas gostas.
Aquele adeus para ferir,aquele dia novo que não queres saber.
Boas companhias se fazem assim,na mais perfeita improvisação.
Tua saia é a mais bonita da noite,pode confiar.
Domingo, Dezembro 25, 2005
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1 comentários:
Não né... ou tb???
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