Sábado, Dezembro 10, 2005

Meu caro amigo me perdoe por favor,se não lhe faço uma visita.*


Venho aqui para lhe dizer o que me corroi há tempos.Não quero que penses nada de mim, mas como sou uma mulher de personalidade forte,geniosa e sempre falo o que eu quero ,não poderia deixar de exprimir o que senti, que senti pois hoje não sinto nada,nenhum sentimento me vêem,nenhuma forma de absorver qualquer ato de carinho me é ensinado para compartilhar,e a culpa é sua,toda sua,aplausos para você.

A vida está correndo,não vemos os dias,as horas,as pessoas,o sol nascer,tudo é rápido,crescente como suas tarefas diárias,vivemos na pós modernidade,o modo de vida nos remete a atitudes ,palavras e sentimentos confusos,que nos confundem e nos levam a mundos estranhos,antes nunca vividos,e estes te enganam ,te exibem uma realidade falsa.O choque é grande,a fluidez se esvai,não podemos mais andar,o compasso muda,pois voltei ao meu mundo,aquilo que acho correto,sim,aquilo que acho correto.

Penso como pude me debruçar em um tempo que não corresponde ao meu,onde estão as flores,o jardim,a cor de rosa,a musica,?A bela nota musical foi confundida com o histérico soar dos alarmes hormonais,não,não gosto nada disso,não penso em ouvir a mesma música,mas ao mesmo tempo sinto pena dos pobres,os pobres que não sofrem,que não entendem o que é se sentir grande,entender que aquilo que se vê como errado pode ser a solução,aqueles que vivem num compasso afinado,com romances vitoriosos,sem surtos,com total harmonia ,não,não quero isto para mim,quero viver,quero viver,mas acima de tudo com respeito.

Por me respeitar, respeitar meus sentimentos,meu sono,minhas vontades,meus pensamentos,meu corpo,minha vida,é que venho através deste e mail,coloca-lo ,e não poderia ser de outra forma,já que estamos num tempo em que tudo que se vê não é seu, em que os corpos já não buscam sua metade,em que a união não existe,somos falsos uns com os outros,e digo novamente,a modernidade nos corroi,somos enganados cada vez mais pelo sentimento de não ter sentimento,buscar sua vida,o seu eu ,a sua perfeição,em seu oficio,para termos carreiras consolidadas e permanentes,nosso automóvel que nos conduza confortavelmente,nossos gostos refinados,falsos ,tão falsos quanto o “eu te adoro” de um dos encontros;a educação é diminuída,nos tornamos seres inferiores à aquilo que éramos,e com isso, com essa forma de conduzir a vida que vamos machucando um ali, outro aqui,nós mesmos.

Meu corpo pergunta o que estaria ele fazendo ali,completo,não faltando sequer um movimento,um gesto?
Tanta velocidade,tanta intensidade,nas discussões e na paz,grandes choques,imensas compreensões e mal entendidos .Não sei onde ele está agora,está desobediente novamente,talvez demore para voltar ao lugar,ou talvez eu tenha que ir ao encontro dele,esta opção seria a mais interessante penso.Estou em busca deste lugar,na entrada já vi que me agrada,acho que o achei .
Esta é a ultima noticia ,poderia escrever por dias,mas o tamanho da escrita pode ser condizente a proporção que o impacto do assunto do texto faz na minha vida,é assim que lido com a escrita,mas neste caso talvez seja feito ao contrário,ou não,enfim, de qualquer modo,escrever mais para ti só alongaria meu tempo ,e sei que não posso faze-lo entender tanta coisa ao mesmo tempo.
Este texto pode lhe trazer algo,só penso que você,como homem,como ser humano,poderia refletir,pelo menos uma vez,em como se conduzir,parar de se corroer com pensamentos,pensamentos estes que não irei citar,não invadiria tanto assim sua intimidade,apesar de conhecê-la bem,está aí a diferença,eu o respeito.
Me deixe pertencer a alguém desconhecedor de seu próprio mundo,é uma pena,e sinto muito por mais um engano.

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