Quinta-feira, Dezembro 15, 2005
Marca da minha unha.*
Quem eu penso que sou?Quem pensas que és?
Invadir assim,eu que deixo?
Não pede permissão,me esquenta o sangue.
Atitudes impulsivas,sem o menor cuidado.
O sangue escorre como uma faca em teu braço,de tão perigoso.
A qualquer momento ele acaba,mas agora borbulha,esperando que eu faça algo.
Não sei acalmar.
Quero que você desapareça,quero dor em teu peito.
Quero morbidez.
Preciso sentir você quebrar,despedaçar.
Preciso ver você sussurar no meu ouvido,não deixarei gritar.
Ajoelhar e me pedir.
Minha roupa rasgada,meus cabelos bagunçados,minha voz rouca.
Olhar para teus olhos vermelhos me trará tempo.
Saia dessa rua.
Pensar em acreditar na tua boa vontade me traz repulsa.
Não me vejo no espelho,não aceito.
Arrepio ao imaginar tua voz no meu peito.
Um abraço apertado traz mais do que proteção.
E não sabes disto.Não,não sabes de nada.
Sua face estilhaçada.
Agarrar-te.
Se pensas que pode voltar,tente.
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