Ela encostada no balcão mostrava-se muito dona de si, um olhar sério atravessava a pista e confundia admiração com desprezo.
Ela era dona de si, pensei calado e tímido.
Uma música imponente chega ao seus ouvidos e obriga-a dançar.
Como eu, foi dominada pela música e viveu-a intensamente com seus pequenos olhos fechados e um sorriso leve.
Sem pensamento, diálogo, interação...só impacto do mundonaquele instante.
Ela não é dona de si. Eu não sou dono de mim.A música, a dança e a vida vivida intensamente nos une.
Não escolhemos nada e sim, fomos escolhidos e obrigados.
Sintonia completa e pura.
O acaso do encontro foi insignificante e óbvio perante tanta sintonia.
Questão de tempo.
Uma dança pulada para exorcizar.
Uma dança apertada e junto para sentir, cheirar, tocar e tremer.
Uma dança abraçados para sentir a sintonia.
Uma dança no carro pra rir e ir...para qualquer lugar sem nem parar de conversar..
.E assim nos conhecemos na vida...dançando...
Segunda-feira, Dezembro 12, 2005
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