Tem tanta gente apaixonante que eu fico com medo de não conseguir me apaixonar por todas.
Não pode ser assim, uma amostra grátis de cada?
Quinta-feira, Novembro 26, 2009
Quarta-feira, Novembro 25, 2009
Mentiras sinceras podem interessar.*
Eu não sou grande o suficiente para guardar todos em mim
Nem tão forte para suportar alguma raiva
Por isso apago
Por isso morro
Por isso passo
Alguém do outro lado da conversa vai se interessar
Fica tranquilo
Vai dar certo seu jogo de novo.
Nem tão forte para suportar alguma raiva
Por isso apago
Por isso morro
Por isso passo
Alguém do outro lado da conversa vai se interessar
Fica tranquilo
Vai dar certo seu jogo de novo.
Segunda-feira, Novembro 23, 2009
Raspas e restos...*
Ele marca o encontro. Ele não acredita. Ela vai. Ele treme.
Ela não beija. Ele não beija.
Ele marca o encontro. Ela vai. Ele treme. Ela não entende.
Ela beija. Ele beija.
Ela retorna a ligação. Ele não atende. Ele some. Ela não entende.
Ela marca o encontro. Ela vai.
Ele beija. Ela beija.
Ele retorna a ligação. Ele treme. Ela treme.
Ele promete. Ela acredita. Ele diz. Ela ouve.
Ela beija. Ele beija. Ela gosta. Ele gosta.
Ele pede. Ela aceita.
Ele marca o encontro. Ela vai. Ela treme.
Ele não beija. Ela não beija.
Ele some. Ela não entende.
Ela não beija. Ele não beija.
Ele marca o encontro. Ela vai. Ele treme. Ela não entende.
Ela beija. Ele beija.
Ela retorna a ligação. Ele não atende. Ele some. Ela não entende.
Ela marca o encontro. Ela vai.
Ele beija. Ela beija.
Ele retorna a ligação. Ele treme. Ela treme.
Ele promete. Ela acredita. Ele diz. Ela ouve.
Ela beija. Ele beija. Ela gosta. Ele gosta.
Ele pede. Ela aceita.
Ele marca o encontro. Ela vai. Ela treme.
Ele não beija. Ela não beija.
Ele some. Ela não entende.
...não me interessam.*
Ele não marca encontro. Ela vai. Ele não acredita.
Ele não diz nada. Ela ouve. Ela não diz nada. Ele ouve.
Ele treme. Ela não entende.
Ele busca. Ela corre.
Ele beija. Ela beija.
Ele retorna a ligação. Ela não atende.
Ele marca encontro. Ela não vai.
Ela some. Ele não entende.
Ele não diz nada. Ela ouve. Ela não diz nada. Ele ouve.
Ele treme. Ela não entende.
Ele busca. Ela corre.
Ele beija. Ela beija.
Ele retorna a ligação. Ela não atende.
Ele marca encontro. Ela não vai.
Ela some. Ele não entende.
Quinta-feira, Novembro 19, 2009
E a sapatilha.*
[foi um presente doce]
Isso, continue assim. Enquanto isso eu continuo aqui, observando seus passos. A forma que você caminha ao ouvir aquela música, que eu não estou ouvindo, lógico, mas imagino que deve ser suave e clara, assim como você. Os seus passos pesados, mas que de nenhuma forma criam buracos no chão, nem no meu. Vejo sua calça larga e sua blusa um tanto justa, as cores que escolheu para colorir seu caminho hoje, o sorriso que abriu quando aquele vento bagunçou seu cabelo, ah, e seu cabelo, um tanto desorganizado mas com tudo no seu devido lugar, assim como você, que pode confundir, mas que no fundo, sabe muito bem a direção.
Toda esta combinação me fez assim, parar um pouco na minha janela e te observar, entendendo que esta visão soma com todo quadro que pinto pela manhã quando imagino você.
Isso, continue assim. Enquanto isso eu continuo aqui, observando seus passos. A forma que você caminha ao ouvir aquela música, que eu não estou ouvindo, lógico, mas imagino que deve ser suave e clara, assim como você. Os seus passos pesados, mas que de nenhuma forma criam buracos no chão, nem no meu. Vejo sua calça larga e sua blusa um tanto justa, as cores que escolheu para colorir seu caminho hoje, o sorriso que abriu quando aquele vento bagunçou seu cabelo, ah, e seu cabelo, um tanto desorganizado mas com tudo no seu devido lugar, assim como você, que pode confundir, mas que no fundo, sabe muito bem a direção.
Toda esta combinação me fez assim, parar um pouco na minha janela e te observar, entendendo que esta visão soma com todo quadro que pinto pela manhã quando imagino você.
Segunda-feira, Novembro 16, 2009
Ai...*
Dicionários. Músicas. Filhos das minhas amigas. O primeiro detalhe que só você vê no seu novo amor. Cortar o cabelo todo mês. Esmalte vermelho. Amigos tagarelas. Amigos tímidos. Amigos que escrevem poemas. Gente nova. Gente estranha. Cores. Ah,as cores. Feriado na cidade. Feriado na praia. Dormir tarde. Passeios a pé. Desenhar. Prédios que quero destruir. Prédios que gostaria de morar. Casinhas de vovó que gostaria de morar. Bolinho de arroz do bar perto de casa. O bar perto de casa. O meu novo bairro. Ah, e minha nova casa. Saudade do meu pai. Saudade de quem mora longe. Saudade de quem mora perto mas nunca vejo. Andar de chinelo. O verão. A chuva antes de dormir. As pérolas. O rímel. Exposição de fotografia. Cinema na última fileira. Goiaba. Berinjela. Nhoque da minha tia. Carne seca da minha mãe. Bandas novas. De vez em quando, a tecnologia. De vez em quando, se atrapalhar com ela. O moço bonito que te olha no trânsito. Comprar livros. Ler os livros. Parques nos domingos. Minha câmera. Minha opinião. Quem não concorda comigo. Quem me aplaude. Quem eu admiro. Quem eu não toco. Quem não pode me tocar. Quem eu deixo entrar. A dança. A pista de dança. A vodka. 5 da tarde. A conversa que não leva ninguém a lugar nenhum. Borboletas. Restaurante vegetariano. Velhas amigas. Os mesmos assuntos. As minhas próximas viagens. O meu próximo trabalho. Mas nunca, nunca a pimenta.
Always the hours.*
Ela sempre esperou aquele momento na estação de trem, onde todas suas escolhas seriam decididas com a próxima partida, ou mesmo com a próxima companhia. Que alguma palavra doce lhe tirasse daquele mundo que ela criou com suas vozes intensas e gritantes, que nunca as deixou dormir.
Que um dia, o sono viria e assim, ela pudesse descansar em paz.
Que um dia, o sono viria e assim, ela pudesse descansar em paz.
Sábado, Novembro 14, 2009
Quem é,é.*
Lá, lá mesmo, bem no meio daqueles carros e daquela fumaça ele pediu um beijo. Não, não pediu, desculpe, ele forçou um beijo. Ela suja, sentada no concreto, opção mais macia que ela tinha, ela tinha cheiro de algo vencido, e antes de tudo isso ela dormia, em paz, mas dormia. Depois de algumas horas ele apareceu e ele sentou, bem ali ao lado dela, sujo também, não se via cor, nem sentia-se cheiro, a fumaça penetrava nos seus ouvidos e narizes, o cabelo endurecia com as palavras dele entrando num ouvido que nem função mais tinha. Ela só sabia negar, mas este gesto ela não o fez com as palavras, ela movimentava o rosto para a boca dele, suja também, sem nenhuma lavagem, penetrasse de alguma forma na sua pele, suja. Com a ajuda das mãos ela o afastava, pois sabia que não suportaria aquele homem ao seu lado, aquele corpo já usado e frágil, aquele sexo em que ela já sabia todos os movimentos e a sequência, aquele cheiro final e depois a despedida. Não, ela não queria, e não havia nenhuma resistência para isso. Ela nunca o amou, ela queria ali, olhar os carros, sentir algum outro cheiro, pedir para alguém algum carinho rápido, ela queria a vida dela, e só dela. E ele ali, sem saber o que queria, querendo pelo menos um toque, qualquer movimento errado dela ele entenderia como um sim, de tanta fome daquele corpo que ele estava. Se deixarmos, os corpos viram um só, e os corpos sujos nunca são dois, não poderiam.
Quinta-feira, Novembro 12, 2009
Pena daqueles.*
Todo mundo gosta de integração.
Desde que a racionalidade da integração respeite a sua própria racionalidade.
Desde que a racionalidade da integração respeite a sua própria racionalidade.
Segunda-feira, Novembro 09, 2009
Da série: o velho e o novo.*
Acordei caindo da cama. Meus pés arrastavam no chão e o travesseiro subia na parede.Abri o armário e nada do meu tamanho, o espelho que trazia minha imagem só cobria metade do meu rosto, os pingos do chuveiro não conseguiam mais me limpar.
O chão de casa sofre com cada pisada minha, há trincas na parede e o telhado só vejo metade,assim consigo ver o céu, olhar de cima toda a bobagem pequena que um dia, eu achei que fosse maior que eu.
O chão de casa sofre com cada pisada minha, há trincas na parede e o telhado só vejo metade,assim consigo ver o céu, olhar de cima toda a bobagem pequena que um dia, eu achei que fosse maior que eu.
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